A arte, se bem que alguns queiram que assim seja, não é território de eleitos, é antes um local de comunhão de expressões, de coisas que não se dizendo tomam forma, não havendo limites para os meios (matérias primas e ferramentas). Mesmo o mais dotado e virtuoso dos desenhadores ou pintores, produzirá ocas obras se o seu talento não encontrar correspondência no conteúdo.
Na verdade (o que eu gosto de um bom paradoxo ao cair da noite...) a arte é território de eleitos, um local de confronto e discórdia formal, de subjectividade e personalidade ao rubro, é sangue, risco e nódoa...
Nos tempos da era digital tudo se complica e a velha questão do autor assume-se cada vez mais como a vanguarda do problema. tenho de ser "eu" aqui nesta folha, irrepetível. Até a mais simples brisa se soprada da montanha ou das falésias costeiras, ganhará um poder que a ultrapassa, trazendo marcada na percepção a sua origem indelével.
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Estava eu desenhando (ainda a poeira solta da grafite se acumulava - em pequenos ajuntamentos - a um tempo insolente e preguiçosa) e já a cor me batia à porta insistentemente como um cobrador. Escondi-me por trás do monóculo, espião à força do medo... Senti um ranger e depois uns craques sucessivos e a porta fez-se em lascas: rajadas de pigmento encharcado na água e seus acólitos solventes entranharam-se nas fêveras da minha superfície-plana. Estou a escorrer de morte cromática, inanimo-me por sobrecarga estética.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
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