quinta-feira, julho 13, 2006

Ilustração para uma capa para a antiga Constância, actual Santillana...

segunda-feira, julho 03, 2006

Frodo é o cachorro da Sofia e do Diogo, que são filhos do João e da Marta. Depois há um avô chamado Luis. O Zito gosta da Sofia e o Diogo gosta da Joana (que não está cá...)...
Depois há a Alexandra que põe esta gente toda na linha e não me deixa ir para Ferreira do Zêzere...
O Zito e o Diogo... Parece que o Zito não fica nada atrás do mestre nas artes do cálculo...
A Joana e o Zito são duas das personagens do livro de matemática do 7.º ano da Santillana, já nas bancas!


O Viriato e a Alice... um bocadinho lamecha mas c'os diabos, são os meus gatos!

segunda-feira, maio 29, 2006

Sonhar é bom...

domingo, maio 14, 2006


Este ano não descanso enquanto não trouxer um grifo na minha sebenta...

quarta-feira, maio 10, 2006




É nesta máquina voadora infernal que o Alfredo anda por aí a cruzar céus... esse malandro.

sexta-feira, maio 05, 2006

Da esquerda para a direita, o Filipe, o Félix e o Carlos. Além de uma preciosa ajuda na resolução de problemas académicos, em concreto os fisíco-quimicos das artes gráficas, os dois personagens dos extremos são sempre eficazes em livrar (com elegância) a personagem do meio das mais complicadas situações, como se pode ver na foto supra...

quinta-feira, maio 04, 2006

Este ano vou fazer coisas destas massivamente, vou, vou..

quarta-feira, maio 03, 2006



Auto-retrato do João. Este e o post anterior pertencem ao finalmente retomado costume de desenhar no café...

Auto-retrato...

domingo, abril 23, 2006

Fora da cidade

Fora da cidade envelheço devagar dando por isso. Aqui no campo sou eu e o meu corpo também, juntos no esforço de revolver a terra mesmo sem propósito. Aqui no campo sou os dedos feridos e enregelados de andar em cima das oliveiras a cortar ramos selvagens. Sou o peso saudável nas costas ao final do dia. Em suma sou do outro lado do espelho uma imagem familiar, reconhecível.

Fora da cidade sou a gestão dos silêncios. Aqui no campo, uma casa de pedra é o meu sofá onde peso cada minuto passado, devagar, como na verdade o tempo se passa. Aqui no campo estou mais próximo do que sinto; a chuva não é triste, é o meu alimento, a noite não é uma angústia, é o repouso.

terça-feira, abril 18, 2006


"Tesouro" Publicada numa Grafik das antigas...


"Freaky" Personagem dos inícios da Gezu...

"Os amantes" Colagem informática com desenhos do guernica e pedaços de uma fotografia de Picasso...

segunda-feira, abril 17, 2006



Um esboço do rei de Lisama, personagem de uma BD com argumento do grande Paulo Barbosa, que ainda espero fazer sair um destes dias...

Uma ilustração que fiz para um trabalho escolar... Quem será este pintor?

domingo, março 05, 2006

Este é o logótipo do meu novo projecto, com o João, a Sílvia e o Filipe...

sexta-feira, março 03, 2006

"III – O segundo dia

Em cima do seu planador Alfredo olhava as gradações azuis do horizonte, pensativo. Os aventureiros têm destas coisas, lançar-se de um penhasco sem pensar o que fazer depois de aterrar. Na verdade pouco lhe interessava ver o mundo, em suma pouco lhe interessava viajar em concreto. Era voar que o apaixonava, sentir-se o menos humano possível e esquecer tudo. Absorver o mundo pictoricamente como quem se deixa dominar por uma pintura.

Estrategicamente pouco restava a fazer senão procurar outra montanha e para isso a aeronave, da forma como estava montada, era impossível de se transportar. Não foram poucas as folhas preteridas do seu caderno a ser levadas pelo vento, na tentativa de chegar a uma solução de montagem e desmontagem rápida, uma vez que este problema repetir-se-ia naturalmente.

Já solvidos os mais densos problemas e posto em prática o plano da desmontagem e transformação, de um veículo planador num outro rolante, havia que partir sem demora. Valia-lhe energeticamente os dois ovos postos pela Alice logo cedo pela manhã, ela que estava muito perto da felicidade, por um lado por se ver fora de um galinheiro, por outro por imaginar já sem dificuldade a diversidade alimentar de que supunha poder dispôr nas diferentes paragens. Isso de comer apenas milho é pouco próprio de uma galinha com o poder imaginativo de Alice, cujo interesse pela culinária recolectora ascendia já a duas gerações na sua família. E apesar de não o admitir, encontrava também nesta fase a satisfação de uma frustração antiga, a de não poder, como as rapinas que no passado a cobiçavam, cruzar os céus.

Os caminhos terrestres, é bem sabido, são sempre mais duros que os do céu, que o diga Alfredo empenhado como está em transportar literalmente cada quilograma do seu sonho, até chegar à próxima montanha. As costas lançam queixumes, os músculos rangem e protestam, mas a obstinação é a mais forte das motivações e só a escuridão pode parar, por momentos, quem não tem propriamente destino. A noite desce o pano, as pálpebras pesadas reconhecem a sua autoridade e abrem-se para dentro de outro mundo.



A planície é de tal forma vasta e esmagadora que os cumes lá ao fundo não passam de fracas intenções geológicas, longe de permitir uma descolagem eficiente e muito menos duradoura, ao ponto de não valer o esforço do processo de conversão mecânica encontrado. Ainda estremunhado, Alfredo prepara-se para recomeçar o seu trabalho de carregador de si próprio.

Ainda não se havia posto a caminho e já o verde plano e interminável desvenda aos poucos os luminosos pontos vermelhos das macieiras carregadas de um pomar. O sol translúcido e anguloso esfaqueia o olhar entre cada copa, e mais perto entre cada ramo. Em cima de um pequeno monte um velho casebre, provavelmente do proprietário dos terrenos, traz a Alfredo a lembrança da sua condição humana, e com esta o desejo de trocar algumas palavras, mesmo breves, com alguém, que ainda de compreensão inferior à da velha Alice, as possa também emitir. Largando tudo atrás de si, não disfarçando até um certo entusiasmo, aproximou-se da aprumada construção de madeira e chamou o da casa."